quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Dia Nacional da Ti Etelvina

Para quem não sabe, eu tive uma muito querida avó que se dava pelo nome de Maria Etelvina de Jesus Alves, a famosa Ti Etelvina. Ora esta linda senhora faleceu em Maio de 2007. Deste modo, e como homenagem, decidi que o dia 23 de Janeiro, data de nascimento desta bomboca que nasceu e viveu na Chã de Alvares, seria o Dia Nacional da Ti Etelvina.
Sendo assim, este texto nada tem de cómico. Apenas tem o fundamento de homenagear uma das mulheres que mais amei na minha vida. Obrigado por teres estado sempre presente em todos os momentos que eu quis e precisei que estivesses comigo, obrigado por me teres colorido a vida, obrigado por me teres dado a força que me davas e ainda me dás quando as coisas não correm bem. Adorei-te, adoro-te e sempre te adorarei.
Fazes-me falta. Apesar de te sentir comigo, é com um vazio que eu não sou capaz de descrever que eu fico quando vou à tua casinha e não te vejo à porta, sempre a fazeres-me aquelas perguntas que motivavam as minhas brincadeiras contigo: "Ah nino, então já chegaste?" "Não avó, ainda estou nas portagens da A23!"
Hoje irei visitar-te. Hoje irei falar contigo. Hoje irei estar contigo.
É com lágrimas nos olhos que escrevo tudo isto. Amo-te demais e tenho muitas saudades tuas. Dava tudo para te poder abraçar mais uma vez e voltar a ver a vivacidade do teu olhar, nem que fosse durante um minuto. Num dia, se Deus quiser só daqui a muitos e muitos e muitos anos, irei encontrar-te outra vez e aí irei fazer-te rir como antes fazia. Aí, irei contar-te o que andei a fazer por cá. Aí irei falar-te da minha linda mulher e dos meus filhotes e como eles me fizeram feliz, de como o meu emprego me dava uma boa vida e de como os meus amigos me foram leais. Contar-te-ei tudo! E aí sim, estarei contigo a olhar pelos meus, como estás agora. Por favor, continua. Prometo que não te irei desiludir.

Com todo o amor,

do teu neto Ricardo

O Luís Filipe e eu

Vou agora falar de futebol. Ora bem, há três tipos de jogadores: os bons, os maus e o Luís Filipe. Epá, Deus me perdoe mas o homem é mau. Perante o meu profundo benfiquismo, a verdade é que o gajo é mau. Mas mau mau. Eu acho que ele deve chegar a casa depois de um jogo e a mulher goza com ele.
"Então amor, estás bom? (volta-se para o lado e diz baixinho) És uma granda merda!"
"Estou, estou..."
Eu acho que ele quando vai jogar à bola com os filhos para a praia, deve levar ovas dos miúdos. Uma ova, para quem não sabe, é uma cueca. Os miúdos estão a jogar com ele, o Luís Filipe a jogar mesmo a sério, já todo suado e todo podre por andar a correr e a fazer carrinhos desalmadamente, tentando tirar a bola aos filhos, e eles de volta dele a espetarem-lhe ovas. E depois ele diz: "Eh rapaziada valente! O pai está a brincar, né? Às tantas ainda me lesiono e depois o pai não pode jogar no Benfica né filhotes?" E enquanto diz isto, faz um carrinho ao filho a pés juntos, parte-lhe uma perna, em mais uma tentativa desesperada de lhe tirar a bola. Mas não, leva mais uma ova. E os miúdos a jogarem na sua ingenuidade.
Por este andar, seria boa ideia voltar a jogar futebol. Isto porque eu já joguei. É verdade, já andei a espalhar a minha classe por alguns campos de futebol. Era muito jovem e já foi há uns aninhos mas lembro-me ainda de muita coisa.
Do que eu melhor me lembro é dos adeptos do Cascais, clube onde joguei. O grande GDS Cascais. Txiii, que clube. Quando entrava em campo, era tudo a gritar por nós. Cerca de cinco minutos depois continuava tudo a gritar por mim. "Filhádáput*! Vai-te embora ó sua andorinha!" Fantásticos os adeptos do Cascais. Pelas suas palavras, "Vai-te embora ó sua andorinha", podia depreender que eles estavam sempre a incitar-me para eu arrancar para a frente para poder criar ataques perigosos. Sem dúvida, fantásticos. Digo-vos, já não há adeptos assim.
E depois quando eu pegava na bola era tudo a assobiar. Lá está, para enervar os adversários. Assobiando-me, os adversários ficavam apreensivos porque deduziam: "epá, se este gajo está a ser assobiado é porque é muito bom e os adeptos do Cascais querem que ele não jogue tão bem". Lá está. Mas eu perdia sempre a bola e os assobios aumentavam. Mas lá está, era para, à medida que o jogo passava, os enervar cada vez mais e assim perderem o jogo. Mas eram sempre eles a ganhar. Estranho.
Eu lembro-me que era defesa-esquerdo. No fim da temporada, o meu treinador disse-me, muito chateado, que 86% dos golos sofridos pela nossa equipa tinham sido do lado esquerdo. De facto, o nosso médio esquerdo não era lá grande espada. Por acaso joga agora no Barcelona. Há gajos mesmo com sorte.
Lembro-me perfeitamente dessa conversa com o míster. Ele aos gritos comigo, a dizer que eu era tão mau que nunca tinha treinado um jogador pior que eu. Lá está, não devia estar a ter um dia bom...há-que dar um desconto. Mas por acaso também me lembro que a equipa toda estava a mandar vir comigo porque eu era mau. Lá está, os jogadores vêm o treinador triste e chateado com o seu dia, ficam afectados também, não é? Tem lógica. Sim, era isso de certeza.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Os picas

Uma coisa hilariante que eu acho são os picas dos comboios. Epá, eles andam ali com uma postura, no mínimo, cómica. Eu não tenho nada contra eles, a sério que não tenho, mas eles são engraçados.
Reparem que eles andam por ali com uma cara muita séria, como que a imporem o seu respeito no comboio mas têm uma pança maior do a serra da estrela. Pelo menos alguns têm. Se um gajo quiser correr para não pagar o bilhete, está bem está. Eles bem podem correr que não adianta de nada. Isto quando correm. Às vezes limitam-se a olhar e a dizer: "Pst, ó menino, tem que comprar bilhete, mas tu quesver?"
Outra coisa que acho piada é o ar de superiores. Eles passeiam por ali e nunca conseguem esboçar um sorriso. Mas é com toda a gente. Eles passam pelas pessoas e picam os bilhetes com aquele ar de boss. Eu faço ideia, eles passam por um empresário de sucesso que manda no país e olham para ele com aquela cara: "ah ah, eu pico bilhetes!" Pá, não percebo.
E depois não são nada discretos. Quando alguém é apanhado sem bilhete ou com a senha do passe do mês anterior, não se ficam pela multa e dizem bem alto para as pessoas os verem em acção: "ORA BEM, VOCÊ TERÁ QUE SER SUBMETIDO AO PAGAMENTO DE UMA COIMA (e dizem ainda mais alto a palavra "coima" porque é uma palavra importante) DE 200 AEROS, PODENDO PAGAR JÁ OU NUM ESPAÇO COMPREENDIDO DE DUAS SEMANAS. SE POSSO DAR UM JEITINHO? MEU SENHOR, ISSO TERIA QUE FAZER PARA TODOS OS QUE NÃO CUMPREM A LEI. (e depois dizem ainda mais alto): É O MEU TRABALHO. É PARA ISSO QUE EU ESTOU AQUI. É mesmo para o pessoal ficar "whoooo! O grande pica está a fazer o seu trabalho, é para isso que ele está aqui! Sinto-me mais protegido no comboio!" Fantástico.

As situações embaraçosas


Meus amigos, há coisas que nos deixam particularmente embaraçados na vida.
Uma delas é, sem dúvida, quando nos ligam e nós estamos horrivelmente desesperados para ir à casa-de-banho. Ou seja, se temos que ir à casa-de-banho sem darmos a saber que estamos a falar ao telefone na casa-de-banho, temos que ser mesmo astutos. Definitivamente. Não é muito bom estarmos a falar com uma pessoa e ela, quando nos responde, ouve-se um grande eco. Ora isso dá logo a sensação que a outra pessoa se encontra entre as paredes dessa divisão da casa, a fazer sabe-se lá o quê. Aliás, não é nada agradável uma senhora estar a falar connosco e nós estarmos a urinar. Não me parece ser mesmo nada romântico.
Outra coisa: termos necessidades humanas quando estamos em locais públicos. Horrível. Imaginem-se o que é estar no comboio e dar-vos uma daquelas vontades de ir à casa-de-banho...E NÃO É DAR ÁGUA ÀS COUVES. Credo, muito mau. Um gajo tem que se contorcer todo para se aguentar, implicando ter que fazer daquelas figuras que não passam despercebidas às pessoas que também estão na nossa carruagem. Pelo menos eu faço com cada figura que as pessoas ficam a olhar par...quer dizer, deve ser horrivel porque amigos meus já me disseram que é muito mau.
E as caras que fazemos? Mesmo daquelas caras como se tivéssemos a ver um programa apresentado pelo Cláudio Ramos há três horas seguidas. Mais ou menos a que está acima representada por um dos meus amigos a que já lhe aconteceu isto.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O primeiro prémio!

O meu querido amigo Bruno Madeira (http://pongdesentido.blogspot.com/) atribuiu o primeiro prémio do meu blog. Estou-lhe muito grato, prometendo que a partir de agora já não nos ficaremos pela posição missionário.

Agora ponho aqui as regras:

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, ou mais ou menos, ou razoáveis. Até mesmo merdosos.
2. Somente se recebeu o "Diz que até não é um mau blog", deve escrever um post contendo: a indicação da pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog; O tag do prémio; As regras; E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deve exibir a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele. Agora a parte de nomear 7 blogs, que não são grande coisa mas que aqui vão:

-Rei de Paus (http://reidepaus.blogspot.com/)
-Desaparecimento Prematuro (http://desaparecimentoprematuro.blogspot.com/
-Blog do Zezito (http://blogdozezito.blogspot.com/)
-Outro blog do Zezito (http://outrozezito.blogspot.com/)
-Planos e Esquissos (http://planoseesquissos.blogspot.com/)
-Pensamento de escape (http://www.pensamentodeescape.blogspot.com/)
-Estupidologia (http://www.estupidologia.blogspot.com/)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Mais uma característica do típico português

Já aqui falei do típico português. Ora, falando agora de outra coisa que eu lhe acho imensa piada: o facto de se meter em tudo o que são manifestações. Mesmo que não lhes interesse minimamente o que se esteja a reclamar ou não saiba. Estão a passear e vêem uma manifestação na rua a aparecer do nada. “Olha é mesmo para ali que eu vou agora! Está lá tudo, também vou para lá.” Metem-se a gritar com os outros e quando aparecem os repórteres: “Então você também está contra a reforma do ensino?” “Ah…isto é do ensino...? Pensava que era pelo pão ter aumentado” (de repente lembra-se que tem um filho a estudar na universidade e que lhe sai caro pagar as propinas) “Ah sim, isto é uma vergonha! É uma palhaçada, o Ministério da Educação anda a brincar c'a gente!” É que nem é "com a gente", é "c'agente". Fantástico.
E depois metem sempre a culpa no Sócrates. Ou melhor, no Sócras. O pessoal não diz "Sócrates", é "Sócras". Está a haver um tremor de terra: “Sacana do Sócras pá! Já havia de ter previsto isto há uma porrada de tempo, isto é uma vergonha!” Epá qualquer coisa que aconteça. Um gajo está a martelar um prego e martela nele próprio. “Epá porra pá, aquele palhaço pá! Caraças para o homem!” Ou então um gajo bate por ter passado um STOP, por culpa própria. “Epá raios parta o homem, quem é que lhe mandou pôr aqui a porcaria do sinal pá?” O Sócrates leva sempre por tabela, é impressionante.

Os Excesso e os Desastre

Eu li algures que os Excesso vão voltar. Ora isto só mostra que eles ainda não perceberam o verdadeiro significado do seu nome: eles estão em excesso na sociedade. É que é a mesma coisa de eu agora criar uma boys band que se chame os A Mais, ou uma coisa assim, quer dizer. Aliás, basta o outro começar a cantar: “Querida, pensei que fosse mais fácil ir contigo longe”, que já está tudo a bater palmas para ele se calar.
Isto é como os Desastre, ou mais conhecido por D’ZRT. Eles devem ser os únicos em Portugal que ainda não perceberam que quando estão nos concertos e dizem: “Mekie pessoal, querem que cantemos mais uma?”, os putos dizem a cantar: “Para mim tanto me faz…!” Aliás, os miúdos quando estão nos concertos, só querem é sair dali, só pensam é em voltar para casa. Os Desastre começam a cantar e os miúdos cantam logo: “Eu só quero é voltarrrrrr”. Eles é que pensam que os miúdos estão a cantar as suas músicas. Eles têm uma música em que dizem isso mesmo: "Eu só quero é voltarrrrrrr." Nada disso.Os miúdos querem é ir embora dali. Imagino quando os pais vão buscar os filhos, perguntam-lhes: “Então filhote, o concerto foi giro?” E eles a chorar: “Eu só quero é voltarrrrrrrrrrrr!” Até podem levar trolha dos pais todos os dias mas para sair dali: “Eu só quero é voltarrrrrrrr!”
Os Desastre são maus. Epá, começando pelos nomes artísticos deles. Por exemplo, Zé Milho…que é isto pá? Eu faço ideia se ele tem um filho que tem a triste ideia de também tentar entrar no mundo da música vai ser o Manel do Trigo ou assim? Ou o Tó Cevada? Bizarro. Muito bizarro.
Outro: Topê. O que é isto? Honestamente, quando eu ouço este nome, lembro-me de uma marca de sanitas...”Com TopÊ é só sentar e o cagalhão nunca mais o vÊ!” Epá sinceramente…
Então e Ruca? Parece uma marca de lava-loiças. “Ora Ruca na panela, ora na panela Ruca…!”
Já o outro até tem um nome mais decente – Angélico….........................................o que é isto pá? Uma fábrica de salsichas? Nunca mais gozem com o facto da minha avó se ter chamado Etelvina.
Atenção, eles são porreiros, tenho a certeza que são. Mas é necessário reformular os seus nomes artísticos. Pensem num nome menos foleiro como MICKAEL CARREIRA. Esse sim, um nome tipicamente português, sem dúvida.

Lógicas do dia-a-dia

Há uma coisa que me intriga: as lógicas das pessoas no seu dia-a-dia. Estas lógicas constroem-se com base em perguntas que, parecendo normais, são, na verdade, disparatadas. Vamos ver como.
Eu no outro dia estava em casa a dormir. Toca o telefone e e levanto-me para o atender enquanto bocejo e coço esta zona aqui em baixo. "Estou?" Era a minha mãe. "Filho, estás onde?"............................................................... SE ELA ME LIGOU PARA CASA, ONDE É QUE ELA QUERIA QUE EU ESTIVESSE?!?!? E acabou por se desenvolver ali um diálogo ridículo.
"Mãe, para onde é que me ligaste?"
"Para casa."
"Então se eu atendi, às tantas estou na faculdade."
"Ah filho (diz-me ela enquanto se ri) lá estás tu!"
Epá...eu acho que tem lógica o que eu disse.
Outra coisa. Um gajo está num restaurante. Um amigo nosso vê-nos numa mesa. Ele dirige-se a nós e pergunta: "Então Tomé, estás bom? O que é que fazes por aqui?" E é nesta altura em que eu fico com cara de parvo e penso para comigo. "Epá, eu vim a um restaurante e estou sentado numa mesa com um prato à frente. Se calhar vim requisitar um livro."
"Vim requisitar um livro aqui ao restaurante."
"Ah Tomé, sempre o mesmo brincalhão!"
Epá o que é que querem que um gajo diga? E depois se um gajo diz o que veio ali realmente fazer, que neste caso foi comer, a outra pessoa diz: "Pois, isso estou eu a reparar né!" PORRA ENTÃO PORQUE É QUE PERGUNTASTE? Um gajo fica sem alternativa. Bizarro.
Uma muito gira e também muito frequente: as quedas. Um gajo cai e há sempre alguém que diz: "Epá, caíste?" "Não. O que tu viste foi eu a querer desafiar a gravidade e a não ser bem sucedido." "Ah Tomé, lá estás tu!"
Ou então, quando um gajo chega ao pé de amigos depois de ter partido um braço ou uma perna. "Então maluco, aleijaste-te?" Quer dizer, um gajo parte um braço ou uma perna, doi como à merda, e ainda tem que ouvir estas coisas. É que dá mesmo vontade de responder: "Não. Então eu parti um braço e uma perna porque gosto. Às vezes acordo com a vontade de partir um braço ou uma perna porque sabe bem. Não dói nem nada. Hás-de experimentar!" E depois acaba sempre por ouvir a frase habitual: "Sempre o mesmo Tomé! Lá estás tu!" Pá, não percebo.
Mas o que é mais da praxe é quando eu chego à terra do meu pai. Há sempre uma velha que me pergunta ao ver-me a sair do carro: "Ah nino, então já chegaste?" "Não, Ti Idalina, ainda estou nas portagens da A1." E elas esboçam um sorriso triunfal porque acabam de me dar baile. Fantástico.
É isso e quando estamos entre amigos. Quando os homens estão juntos, há sempre um, num espaço de quarto de hora, epá sempre, que dá um peido. Os outros ficam a rir-se e a olhar para ele. No entanto, há sempre alguém que pergunta a rir: "Peidaste-te?" "Não. Foi a formiga que está a passar agora por cima do teu ombro." Todos sabem que um gajo libertou uma flatulência mas há sempre um que pergunta. Estupendo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A mulher ideal

Agora que estamos num novo ano, começei a pensar nas minhas escolhas para este ano e cheguei a uma certeza: já sei qual é a mulher da minha vida.
Primeiro, quero que seja vidente. Não que adivinhe as coisas mas que apenas tenha dois dentes. Depois, quero um elemento essencial - que tenha bigode. Epá, o meu sonho é que, quando eu e a minha mulher estejamos a fazer amor, que eu sinta alguma coisa a cair para cima da testa e depois repare que é o suor do bigode dela a cair para cima de mim.
Aliás, um bigode numa mulher acaba por ser um bocado sexy. Eu sonho com o dia em que eu esteja a ver televisão com a minha mulher, dê um anúncio da Gillette Mach 3 e que, em vez de eu dizer: "querida, tens que me comprar esta gillette", não. O meu sonho é que seja ela a dizer: "querido, temos que comprar esta gillette."
Ter pêlos debaixo do braço é outra coisa bastante sensual, para além de ser útil. Nos dias de maior frio, quando nos abraçaríamos, eu passaria a ficar quentinho na zona do pescoço como se não houvesse amanhã. E até porque, quando começássemos a iniciar o nosso acto do amor, se a rapariga se despisse e mostrasse uma enorme e horrorosa cicatriz numa nádega por ter sido mordida por um cão quando era pequena, eu nunca iria reparar nisso porque iria era estar com os olhos nos pêlos dela debaixo do braço.
Não só sensual como extremamente útil.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Justificação

Meus caros e minhas caras,

Peço que não deixem de visitar o meu blog. E estou a dizer isto porque tenho demorado muito a escrever ultimamente, algo que eu posso justificar.
Dado que foi Natal, estive fora, bem como na passagem de ano. Como tal, não pude actualizar muito o meu blog. Mas agora, prometo compensar-vos. Prometerei dar-vos rebuçados e fazer-vos uma vénia quando vos vir na rua, prometerei isso e, caso esteja a comer um mil folhas, dar-vos um bocadinho. Aliás, a minha cara mostra o sentimento de gratidão se vocês me perdoarem. Adoro-vos.

Grandes abraços para os cavalheiros e grandes beijinhos para as donzelas,


Ricardo Tomé