terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A triste história do azarado

Sabem qual é a história do azarado? Eu conto-vos.
Um homem estava a andar na rua. Tropeçou, deu com os cornos no chão e saltou-lhe o nariz. Quando foi ao hospital, o médico que lhe pôs o nariz tinha feito o turno da noite e estava cansado. Então, por engano, pôs-lhe o nariz ao contrário, com os buracos para cima. Quando saíu do hospital, estava a chover e morreu afogado.
É isto.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A minha ex-namorada - 2

Continuando a falar da minha ex-namorada.
O amor que eu sentia por ela transformou-se numa daquelas paixões fortes. Tanto que eu, logo ao segundo mês de namoro, quis já casar com ela. Lembro-me que pedi a mão dela ao pai em casamento. Ai, pedi ao pai dela a sua mão em casamento. Não, assim parece que pedi o pai em casamento. PRONTO, QUIS CASAR COM ELA, PORRA. E eu lembro-me que o pai dela perguntou-me logo:
"O quê, você quer casar com a minha filha?"
"Quero, sim senhor, meu caro."
"Hum...então mas quanto é que você ganha?"
"A...eu...a...sei lá, uns 1500 €, para aí."
"1500 aeros?? Ó meu amigo, isso gasta a minha filha só em papel higiénico! Vá-se mas é embora antes que eu solte os cães!"
Eu saí dalí meio desorientado e a sentir-me gozado. Primeiro porque descobri que afinal a mulher que eu amava era uma granda cagona. Depois, porque vim mais tarde a saber que os cães eram dois Caniches.
Lembro-me que, depois, ele lá me deu outra hipótese e perguntou-me: "Vá lá, digá lá então. Quais são as suas intenções para com a minha filha? Quer casar com ela por amor ou por interesse?" "Por amor. Ela não tem interesse nenhum..."
Como vêem, era um amor feliz. Lembro-me que ela gostou muito do meu pai. Isto porque o meu pai é careca e queria uma solução para isso. Estava farto de ser careca. E a verdade é que depois dela lhe ter sugerido que deixasse crescer as sobrancelhas e as penteasse para trás, ele passou a gostar ainda mais dela.
Ai, minha querida, minha querida. Que recordações tenho nossas. Ainda me lembro de quando a vi pela primeira vez. Foi num jornal. Ela era muito conhecida, aparecia muitos em jornais. Era naquela parte dos Classificados, acompanhada de uma fotografia do seu traseiro. Lembro-me até das primeiras frases que eu li sobre ela, nessas páginas. "Bumbum faminto, fêmea badalhoca à procura de macho para procriar", uma coisa assim. Romântico. Aqui vi logo que ela devia ter queda para a escrita. E eu que também gosto de prosas românticas, pimba. Foi perfeito.
Ai amor, amor. Onde andarás neste momento? Oh, deves estar a falar com o São Pedro. Pois, já quinaste. Levaste com uma pedrada nos cornos, passaste desta pra melhor, pois foi.
Beijinho muito grande para ti, estejas onde estiveres.

A minha ex-namorada - 1

Minhas caras e meus caros, estou triste. Foi Dia dos Namorados e isso fez-me lembrar a minha ex-namorada. Ela era linda. Só para vocês verem como era bonita, ela quando comparada com uma foca é que uma é feia, tem bigodes e cheira a peixe, não é? A outra vive no mar. Acho, portanto, que dá para se perceber a beleza da rapariga.
Entre muitas outras particularidades que não se vêm em quase mulheres nenhumas, ela era vidente. Mas não é vidente de adivinhar propriamente o futuro. É mesmo porque só tinha dois dentes. Era bidente.
Aliás, por cada mês que completávamos de namoro, ela punha um dente. Tanto que ela, quando eu a conheci, não tinha dente nenhum e, ao fim do primeiro mês, tornou-se utente. Ao fim do segundo mês pôs outro dente e ficou bidente. Ao fim do terceiro dente pôs o terceiro sente e ficou tridente. No dia a seguir, atirou-se para a minha piscina e fez um tridente splash.
Amávamo-nos imenso e as coisas...terminaram. E da pior maneira possível. Nem eu acabei as coisas com ela, nem ela acabou as coisas comigo. Ela... morreu... É verdade meus queridos e minhas queridas. Morreu... morreu no banho. Estava a tomar banho com água das pedras. Levou uma pedrada nos cornos, passou desta para melhor.
Isto já está a ficar muito extenso mas eu, como gostava tanto dela, vou-lhe escrever outro texto.

O Dia dos Namorados

Neste sábado foi Dia dos Namorados e eu passei o dia a fazer um bolo de iogurte. Fantástico. Isto mostra como eu tenho sucesso com as mulheres. Quer dizer, estive com uma mulher a fazer o bolo. Mas era a minha mãe. MAS AO MENOS É UMA MULHER.
Mas eu sou muito mau com as mulheres. Epá, é um facto. E eu tenho que admiti-lo. Eu sou tão mau com as mulheres que, no outro dia, uma amiga minha ligou-me e disse para eu ir a casa dela, que não estava lá ninguém... Eu fui a casa dela e não estava mesmo lá ninguém.
Acho que dá para ver o meu sucesso com o universo feminino. Aliás, a única vez que eu consegui ter uma mulher na cama foi quando fui internado no hospital para ser operado e não havia mais camas disponíveis. Mas por acaso ela até engraçou comigo. Lembro-te até que, a certa altura, a meio da noite, começámos a fazer amor e ela começou a gritar: "Na...na...na...!" E eu: "Xê, estou mesmo a dar-lhe prazer!" Mas depressa percebi que ela afinal era gaga e estava a tentar dizer: "Na...na...NÃO É NO UMBIGO SEU ATRASADO MENTAL."
Hum...afinal era isso.
Portanto, como podem calcular, o Dia dos Namorados não é propriamente sinónimo de felicidade para mim. Aliás, é mesmo sinónimo de tristeza, dado que me faz lembrar da minha útima namorada, de quem vou falar no texto a seguir. A ela dedico-lhe um texto todo. Isto prova o amor que ainda sinto por ela.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O James Bond

Estive a ver recentemente os filmes do James Bond e reparei que ele arranja sempre mulheres. E DEPOIS NÃO SÃO QUAISQUER MULHERES. É QUE É COM CADA UMA. É que podiam ser aquelas mulheres bonitas e jeitosas. Porra chegava. MAS NÃO. É com cada uma que eu até ando de lado.
Ora, isto só me dá a impressão de uma coisa: o James Bond não tem respeito pelos outros homens. Porque não são todos que conseguem engatar bombocas a torto e a direito. E ele não se cansa. Sacana do homem, em todos os filmes se mete com uma diferente. Só pode ser a gozar com a malta.
E depois faz sempre aquele olhar, de como quem diz: "Eu como estas mulheres e tu, Tomé, comes frango assado." Tss, palhaço, deve pensar que é espertalhão. Merda, entornei um bocado do molho do frango que a minha mãe me pôs aqui no tuppeware para comer ao almoço.
Eu inscrevi-me para James Bond mas o melhor papel que me deram foi do mau, que leva sempre trolha nos cornos. Aliás, lembro-me que se começaram a rir desalmadamente quando me viram chegar ao estúdio com uma pistola de água, para mostrar as minhas capacidades para desempenhar o papel de James Bond. Tsss, palhaços, se calhar queriam que eu fosse para lá com uma pistola a sério.
Mas o pior foi terem-me dito, quando eu cheguei: "Jovem, o James Bond deve ser bonito, charmoso, bem constituído e ter pinta. E tu és feio, tótó e magrinho. Pinta até tens." Aquilo despontou uma esperança dentro de mim, tanto que perguntei logo: "Tenho pinta?!" "Tens. De otário. MAS AO MENOS TENS PINTA." Vá lá, ao menos ainda me deram um elogio antes de eu ir embora. Impecáveis os gajos, por acaso.

A chuva

Tem estado uma chuva que não se pode. Hoje até estava no quarto e, quando a minha mãe me chamou, peguei na minha jangada e fui até à sala, onde os meus pais estavam a boiar no lago que tenho ao pé da mesa de jantar.
A chuva até nem me chateia. O que me chateia é a chamada "chuva molha parvos". Não percebo porque é que, quando eu estou à chuva, sou o único que me molho... Fica tudo a olhar para mim, a gozar, enquanto eu sou o único que fico molhado. Epá, não percebo.
E depois, com a chuva, vêm sempre perguntas absolutamente disparatadas, daquelas que eu odeio por serem tão inúteis. Isto porque ontem, quando estava a entrar num café e me encontrava todo molhado, uma mulher pergunta-me: "ENTÃO, ESTÁ A CHOVER?"

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NÃO ME CHEGAVA TER CHEGADO TODO MOLHADO E CHATEADO POR CAUSA DA CHUVA, AINDA ME DEPARO COM PERGUNTAS INTELIGENTES COMO ESTA. Respirei fundo e justifiquei, de facto, a causa para estar tão molhado.
"Não minha senhora, fui tomar banho a casa de uma amiga e esqueci-me de tirar a roupa."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dia Mundial da Ti Etelvina

Hoje, a minha querida avó fazia 80 aninhos. 80 aninhos! E todos os anos recordo esta data com carinho, com saudade e, mais do que tudo, com muito amor.
Minha querida, tenho saudades de ouvir a tua voz ao telefone, quando te ligava para dar os parabéns, e não só. Aquela doçura e vivacidade que eu conseguia discernir quando falavas: "Obrigado! Agora trata é de ti, de acabares o curso e de arranjares uma mulher!", dizias, bem disposta. E agora, passado esse tempo, olho à minha volta e penso, sentindo-me muito feliz, que fiz o que me pediste: acabei o meu curso e estou a trabalhar. Opá, não arranjei foi namorada! Mas quando arranjar, vê-la-ás e, assim de surra, sem ela saber, vens dizer-me, num sonho meu, se a aprovas ou não!
O que tens feito, avózita? Tens falado com o avô? Sim, falem, falem muito! Afinal de contas já estão juntos outra vez e, desta vez, é para sempre! Por isso força nisso, mas nunca se esqueçam de continuar a olhar por nós. Pode ser minha querida?
Apetece-me sorrir mais do que chorar. E sabes porquê? Porque me apetece recordar os bons momentos que contigo passei, aquelas risadas que me provocavas e as conversas que tínhamos. Até discussões e coisas que me ensinaste. Tudo isso conta, e muito, e tudo isso me faz sorrir, me faz pensar que, ao menos se não estás cá, estás com Deus, que Trata muito bem de ti.

Adoro-te e vou continuar a adorar-te. Sim, estou a chorar agora mas, por detrás disto, está um enorme sorriso! Muitos parabéns e continua assim, tão forte e presente em mim, como não deixarás nunca de estar.

Com um beijinho, do neto,


Ricardo